Fotografias de plantas de dunas e do sapal da Ria de Aveiro, como poucas vezes se observam, estiveram patentes numa exposição nas paredes dos espaços de acesso à Biblioteca da Escola Básica e Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima, em Esgueira, de 23 de maio a 3 de junho.

A exposição "A flora singular das dunas e sapal" apresenta fotos de Lísia Lopes, membro da equipa do Herbário do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA).  Esta exposição mostra alguns dos exemplares da flora de dois ecossistemas da Ria de Aveiro, as dunas e os sapais e enquadra-se na comemoração do “Dia Internacional da Biodiversidade”, celebrado a 22 de maio. A comemoração desta data é importante para alertar a população para a urgência da conservação da biodiversidade de forma a manter o equilíbrio dos ecossistemas naturais.

​​​​​Esta é uma iniciativa no âmbito do Clube de Ciência Viva na Escola, em parceria com a UA e em articulação com o projeto Eco-Escolas. Em paralelo decorreu, a 24 de maio, a partir das 18h00, na Biblioteca da Escola, a palestra intitulada “A importância das zonas húmidas - o exemplo da Ria de Aveiro”, por Rosa Pinho, curadora do Herbário da UA.

A equipa do Clube da Ciência Viva na Escola

  

A importância e urgência de conservar as zonas húmidas, em risco a nível mundial, e de preservar a sua biodiversidade, destacando o exemplo paradigmático da Ria de Aveiro, foi o tema de uma sessão na Biblioteca da Escola Básica e Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima, a 24 de maio. Rosa Pinho, curadora do Herbário do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, orientou esta visita guiada, na forma de palavras e imagens, perante alunos e seus familiares, professores e outros interessados.

O evento, intitulado “A importância das zonas húmidas - o exemplo da Ria de Aveiro”, decorreu no âmbito do Clube de Ciência Viva na Escola, em parceria com a Universidade de Aveiro e em articulação com o projeto Eco-Escolas.

A relevância desta área em termos de valores naturais e biodiversidade é reconhecida pelos diversos estatutos de natureza atribuídos, onde se destaca a classificação de Zona de Proteção Especial (ZPE), ao abrigo da Diretiva (europeia) Aves, e vários Sítios de Importância Comunitária (SIC) incluídos nesta vasta zona húmida. Entre estas zonas com estatuto de proteção incluídas no vasto ecossistema de aproximadamente 11.000 hectares – a Ria de Aveiro -, destaca-se a Reserva Natural das Dunas de São Jacinto. A Ria é considerada uma das formações geológicas mais importantes e de elevado valor conservacionista no panorama nacional e internacional.

No resumo da sessão, explica-se: “As zonas húmidas constituem ecossistemas de importância capital, não só porque se encontram ameaçadas, mas igualmente porque desempenham funções de grande relevância, proporcionam recursos para um grande número de interesses humanos e representam um valioso património cultural e natural. A Ria de Aveiro constitui um dos mais notáveis acidentes geográficos da nossa costa continental e é também uma das mais extensas zonas húmidas portuguesas. A biodiversidade desta inestimável zona húmida, reconhecida pelos diversos estatutos que lhe foram atribuídos, mostra-nos a necessidade de valorizar, conservar e promover de forma sustentável tão importante património natural.”

Neste vasto ecossistema, Rosa Pinho salientou pela sua importância, as salinas ou marinhas, as pradarias marinhas, o sapal, o sistema dunar e o Baixo Vouga Lagunar que inclui parcelas agrícolas delimitadas por sebes vivas. Aves limícolas, como o perna-longa e o borrelho-de-coleira-interrompida, nidificam nas marinhas. A Andorinha-do-mar-anã e a Garça-vermelha também nidificam na Ria.

Entre as ameaças, a curadora do Herbário referiu as dragagens e as ações relacionadas com a atividade portuária que têm levando à progressão da água salgada, uso de pesticidas e adubos que levam à eutrofização e a proliferação de espécies invasoras, como o caso de espécies arbóreas do género Acácia, ou o Jacinto-de-água, apenas citando alguns exemplos.

Em paralelo, de 23 de maio a 3 de junho, nos espaços de acesso à Biblioteca da Escola, esteve patente a exposição "A flora singular das dunas e sapal", com fotos de Lísia Lopes, membro da equipa do Herbário da Universidade de Aveiro.

 

A equipa do Clube da Ciência Viva na Escola

  

 
24 de maio de 2024, Biblioteca da Escola Básica e Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima, 18h
 
Palestra sobre “A importância das zonas húmidas - o exemplo da Ria de Aveiro”
 
Com Rosa Pinho, curadora do Herbário do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro
 
De 23 de maio a 3 de junho, no mesmo local, estará patente a exposição "A flora singular das dunas e sapal", com fotos de Lísia Lopes, membro da equipa do Herbário.
 
Mais informação em https://www.ua.pt/pt/noticias/8/86616 .
 
A equipa do Clube de Ciência Viva na Escola

No âmbito do Clube de Ciência Viva na Escola, a investigadora Susana Sargento, do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática da UA e do Instituto de Telecomunicações esteve, no dia 3 de maio, na Escola Básica e Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima, do Agrupamento de Escolas de Esgueira, a apresentar a palestra “Internet das Coisas”, para alunos do 11º ano, curso de Ciências e Tecnologias. Uma conversa sobre Redes e Internet do Futuro e como as comunicações podem mudar o mundo.

A equipa do Clube de Ciência Viva na Escola

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